Preço da Solana cai, mas métricas on-chain apontam para cima
Enquanto o mercado cripto atravessa uma fase de queda, Solana (SOL) cai abaixo de US$ 130, semeando dúvidas entre os investidores. No entanto, por trás dessa queda acentuada, os dados on-chain delineiam um cenário bem diferente. Baleias comprando, oferta despencando nas exchanges, atividade da rede em alta: os fundamentos permanecem sólidos. Uma divergência marcante entre o preço e a realidade da rede, que pode reembaralhar as cartas mais rápido do que se imagina.
Em resumo
- Solana (SOL) caiu brevemente abaixo de US$ 130, levantando dúvidas sobre a força de sua tendência.
- Apesar da queda, dados on-chain revelam uma grande acumulação por grandes endereços.
- A oferta de SOL nas exchanges está no nível mais baixo em dois anos, limitando a pressão de venda.
- Carteiras de longo prazo estão reforçando suas posições, sinalizando confiança estrutural no ativo.
Indicadores fundamentais sugerem recuperação em andamento
Em um mercado geralmente em declínio, o caso da Solana intriga. A queda do preço de SOL para cerca de US$ 120 no final de dezembro de 2025 foi aproveitada como oportunidade de compra por grandes endereços.
Assim, carteiras que detêm entre 1.000 e 10.000 SOL aumentaram significativamente suas posições desde novembro. Esses investidores agora controlam quase 48 milhões de tokens, ou 9% da oferta circulante.
As carteiras mais pesadas, aquelas com mais de 100.000 SOL, aumentaram de 347 para 362 milhões de tokens em dois meses, representando agora 64% da oferta circulante. Essa dinâmica de acumulação é sustentada por holders de longo prazo, cujo saldo líquido semanal atingiu o pico de 3,85 milhões de SOL em 14 de janeiro, um patamar não visto há 15 meses.
Vários fatores fundamentais reforçam essa leitura otimista:
- A oferta nas exchanges está em uma baixa de dois anos: em 17 de janeiro, apenas 26 milhões de SOL estavam disponíveis nas plataformas;
- A pressão de venda diminuiu: a queda na liquidez disponível significa menos tokens imediatamente acessíveis para venda;
- Os sinais de acumulação dos grandes holders permanecem fortes: grandes endereços continuam crescendo, indicando confiança estrutural na evolução da rede;
- A distribuição dos tokens se consolida em torno de players de longo prazo: carteiras com horizonte de longo prazo parecem favorecer a resiliência em vez da especulação.
Esses dados revelam uma lacuna crescente entre a dinâmica de curto prazo, impulsionada pelo preço, e os sinais subjacentes observados no ecossistema. Uma lacuna que os próximos movimentos de mercado podem fechar gradualmente.
Solana sob pressão apesar da forte expansão da atividade da rede
Além da dinâmica de acumulação, Solana enfrenta uma realidade mais contrastante. Cair abaixo de US$ 130 também reflete uma fase de correção que afeta todo o mercado.
Essa queda se encaixa em uma sequência pós-rali em que muitos altcoins passam por realização de lucros. Tal contexto pesa mecanicamente sobre o preço do criptoativo, independentemente dos fundamentos. Essa recente queda marca a primeira vez abaixo de US$ 130 desde 2 de janeiro de 2026, destacando maior fragilidade técnica.
No entanto, os fundamentos da rede estão acelerando. O número de endereços ativos diários saltou 51% na última semana, ultrapassando 5 milhões, segundo dados da Nansen. O volume diário de transações também subiu 20%, atingindo 78 milhões de operações em 16 de janeiro.
Ao mesmo tempo, a oferta de stablecoins hospedadas na rede Solana explodiu 15% em sete dias, alcançando o recorde de US$ 15 bilhões. Segundo análise divulgada pelo Milk Road, esse aumento de stablecoins “representa nova liquidez entrando na rede”, ou seja, mais capital disponível para negociação e uso em aplicações descentralizadas.
Solana vacila abaixo de US$ 130, mas os sinais fundamentais permanecem sólidos. Enquanto o mercado passa por uma correção, as baleias aproveitam apesar da queda do preço, apostando em uma recuperação sustentada pela atividade da rede. Essa diferença entre preço e fundamentos pode anunciar uma reversão mais rápida do que o esperado.
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